O Sistema OCB lançou a terceira edição da Pesquisa de Inovação no Cooperativismo Brasileiro, projeto para compreender a inovação, novas tecnologias e transformação organizacional das cooperativas.
O questionário já está disponível e pode ser acessado até 10 de julho de forma online. As perguntas, direcionadas a colaboradores que atuam na área de inovação dentro das cooperativas, podem ser respondidas em 10 a 15 minutos.
Recomenda-se que apenas um representante de cada cooperativa responda. Informações como faturamento anual e orçamento destinado à inovação podem ser relevantes, e todas as respostas serão mantidas de forma anônima e confidencial.
Os dados serão tratados de forma confidencial e consolidados em análises que serão compartilhadas com as Organizações Estaduais (OCEs) do Sistema OCB. Com isso, será possível elaborar um panorama de inovação de cada estado.
“A inovação já faz parte da rotina das cooperativas, mas ainda há espaço para avançar na forma como ela é estruturada e mensurada. Com a pesquisa, conseguimos transformar essa realidade em dados, identificar oportunidades e apoiar decisões mais estratégicas para o desenvolvimento do coop”, disse Guilherme Costa, gerente do Núcleo de Inovação e Inteligência do Sistema OCB.
O que a segunda edição apontava sobre inovação no cooperativismo?
A última pesquisa, lançada em abril de 2024, mostrou que 87% das cooperativas já consideram que a inovação é muito importante para o cooperativismo. Essa relevância leva diversas cooperativas a investir em soluções inovadoras.
Mais da metade dos entrevistados revelou que cursos ou treinamentos de inovação são promovidos em sua organização, mas apenas 70% participaram desses programas. O ramo de Crédito apresenta os colaboradores mais engajados nessa formação.
Benefícios da inovação
Os benefícios de investir em uma cooperativa inovadora são diversos. O levantamento apontou que a maior agilidade em procedimentos externos, a oferta de novos produtos/serviços e o aumento de faturamento são as principais vantagens da inovação no cooperativismo.
Além desses benefícios, outros ganhos de investir em soluções inovadoras são:
- Maior visibilidade;
- Melhoria na divulgação da marca;
- Maior competitividade;
- Aumento no número de cooperados;
- Aumento de clientes;
- Sobrevivência do negócio;
- Aumento da distribuição de sobras.
Cultura de inovação ainda é problema no cooperativismo
Outro ponto de atenção da pesquisa foi a baixa cultura da inovação no cooperativismo. Esse quesito atingiu um índice de 6,4 numa escala de 0 a 10. Tal dado está intrinsecamente ligado ao faturamento das cooperativas, uma vez que cooperativas com maior receita possuem maior promoção de uma cultura inovadora.
Mas o maior desafio é a barreira cultural dos colaboradores. “O entendimento de que muitas vezes a inovação, seja de processo, seja de tecnologia, vem para ajudar e não dificultar; é mudar para melhor, mas qualquer mudança gera resistências”, declarou um entrevistado.
O que mudou e permaneceu nas primeiras edições
Da primeira para a segunda edição da pesquisa, algumas mudanças mostraram que a inovação está cada vez mais presente no cooperativismo. Se o último dado apontou que 87% das cooperativas consideram inovação parte essencial dos negócios, em 2021 apenas 84% apontavam isso.
Os setores mais impactados pela inovação, porém, continuam os mesmos. Desde o começo da pesquisa, em 2021, as áreas em que as cooperativas mais inovaram foram Atendimento ao Cliente, Marketing e Comunicação Externa, Tecnologia e Comercial (vendas, exportação).
O setor de Crédito manteve-se como o principal investidor em tecnologia desde a primeira edição, quando foi seguido pelo setor do agronegócio. Na última edição, uma mudança no segundo lugar: o ramo de Saúde se destacou no pódio de maiores investidores em inovação, mostrando uma transformação após a pandemia.
Conclusão: pesquisa ajuda a entender panorama de inovação cooperativa
A terceira edição da Pesquisa de Inovação no Cooperativismo Brasileiro vem para entender como está a cultura e gestão da inovação neste setor.
O sistema vai medir o nível de adoção da Inteligência Artificial, que dominou o mercado nos últimos anos, além de explorar o financiamento da inovação e os desafios enfrentados pelas cooperativas nesse processo.
“É uma oportunidade de cada cooperativa mostrar o que já está fazendo, compartilhar experiências e ajudar a construir uma visão mais clara e estratégica sobre o futuro da inovação no nosso setor”, argumentou Costa.